Ídolos

Vavá, o peito de aço.  (Ídolos) escrito em quarta 12 novembro 2008 21:45

Vavá

Edvaldo Izídio Neto, nasceu em Pernambuco em 12 de novembro de 1934, falecendo no Rio de Janeiro em 19 de janeiro de 2002, era conhecido como Vavá, depois apelidado de "Peito de Aço". Foi bicampeão mundial de futebol nas Copas de 1958 e 1962 sendo um dos mais importantes atacantes que a Seleção Brasileira de Futebol já teve.

Centroavante, Vavá era um jogador raçudo e oportunista, não tinha medo de enfiar o pé em divididas, atitude que lhe valeu muitas contusões e inúmeros gols, por isso o apelido "Peito de Aço". No Sport ele jogava nas categorias inferiores de meia armador , sendo campeão de Junior em 1949. Ao passar para o quadro principal, em 1950, passou a atuar como centroavante e seu faro de gol e suas arrancadas estilo Ademir, logo chegaram aos ouvidos dos dirigentes do Vasco da Gama que se apressaram em contratá-lo.  Inicialmente, no Vasco, jogou nos Juvenis, sendo imediatamente convocado para a Seleção Brasileira de Amadores que participou das Olimíadas de Helsinque. 

Pelas atuações nas Copas de 58 e 62 recebeu o apelido de "Leão da Copa". Marcou 5 gols na Copa de 58 e 4 na de 62, sendo um dos co-artilheiros da competicão. É o único jogador na história das Copas a marcar gols em duas finais: 58 contra a Suécia (2 gols) e 62 contra a Tchecoslováquia (1 gol). Vestiu a "canarinha" 25 vezes, marcando 15 gols.

Meu pai conta que assistiu a despedida dele do Vasco, já que tinha sido contratado pelo Atlético de Madri, num jogo a noite, no  Maracanã, contra o São Cristóvão, pelo Campeonato Carioca de Futebol.  O Vasco ganhou de 3 a 0 com todos os gols marcados por ele, sendo que um de bicicleta e da meia-lua.  A torcida vascaína ficou "louca" gritando sem parar: "Fica, fica, fica".  Nesse ano o Vasco foi Super-Super Campeão Carioca.

É verdade que o "Fenômeno" fez 15 gols em Copas do Mundo, mas para isso precisou de 4 Copas, média de 3,75 gols, enquanto Vavá, em duas, quando o número de jogos eram bem menores dos que os atuais, fez 9, média de 4,5 gols. Naquela época a mídia tinha a disposição inúmeros craques, enquanto que para a de hoje, qualquer jogardozinho merece a denominação de craque.

Foi campeão carioca pelo Vasco em 1956 e 1958.  Pelo Palmeiras foi campeão paulista em 1963.

Atuou nos seguintes clubes: Sport-PE (52), Vasco-RJ (52-58), Atlético de Madri-ESP (58-60), Palmeira (60-63), América-MEX (64), San Diego Toros-EUA (65-66) e Portuguêsa-RJ (66).

  

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Roberto Dinamite, maior artilheiro do Vasco  (Ídolos) escrito em domingo 06 julho 2008 00:57

Roberto Dinamite, O maior goleador da história do Vasco.

Quando se fala em artilheiro, pelo menos para o torcedor vascaíno, o primeiro nome que vem à mente é o de Romário. Porém, o maior goleador da história do clube carioca é, com folga, Roberto Dinamite. O jogador, que encantou os torcedores cruzmaltinos nas décadas de 70 e 80, é ainda o jogador que mais marcou gols em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro.

Com 692 gols em pouco mais de 22 anos de carreira, Dinamite fez 569 pela equipe profissional do Vasco e outros 46 pelo juvenil. Apaixonado pelo clube, o atacante só deixou São Januário por nove meses em toda sua carreira, quando defendeu o Barcelona e a Portuguesa.

Modesto, Roberto Dinamite garante que se manteve alheio ao glamour proporcionado por sua facilidade em ir às redes adversárias. "Nunca me programei, nem fiz planos para ser famoso. Tudo aconteceu naturalmente em função dos meus gols", afirma.

Surge o Dinamite - No dia 25 de novembro de 1971, Roberto fez sua estréia como profissional com a camisa do Vasco, contra o Internacional, no Maracanã. A equipe cruzmaltina vencia a partida por 1 a 0 e o jogo se aproximava do final quando Roberto, o atacante franzino de apenas 17 anos, aproveitou uma rebatida da zaga gaúcha.

Com habilidade, dominou a bola na intermediária e chutou com extrema violência, não dando chances ao goleiro adversário, marcando o primeiro de suas centenas de gols.

No dia seguinte, as manchetes dos jornais cariocas destacavam a potência do chute de Roberto. "Explode o garoto-dinamite", publicava o Jornal dos Sports. A partir daí, o jogador passou a ser conhecido no Brasil e em todo o mundo como Roberto Dinamite. E foi com esse apelido que Roberto superou Ademir de Menezes, o Queixada, tornando-se o maior artilheiro do Vasco.

Individualismo marca o início da carreira - Carlos Roberto de Oliveira nasceu em 13 de abril de 1954, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, onde deu seus primeiros passos como jogador. Igual a muitas crianças apaixonadas pelo futebol, chegava a dormir com a bola nos braços enquanto imaginava as jogadas que faria na próxima partida de várzea.

Nas peladas do bairro, tinha uma característica marcante: era o mais fominha e exigia de seus companheiros que as jogadas de ataque passassem pelos seus pés. Contudo, quando recebia a bola, dificilmente a devolvia.

Apesar do individualismo, o então torcedor do Botafogo - era fã de Jairzinho, autor de gols em todas as partidas durante a conquista do tricampeonato mundial no México - já demonstrava toda sua habilidade e precisão nos arremates de curta e longa distâncias. Graças a isso, foi convidado a treinar nas categorias de base do Vasco, onde anotou 46 gols em pouco mais de um ano.

Desta maneira, despertou a atenção do técnico da equipe principal, Mário Travaglini, que o relacionou para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1971. No mesmo ano, já era apontado como a mais nova esperança de gols da equipe.

Com o passar dos anos, abandonou o individualismo e aprendeu a atuar como garçom, servindo seu companheiros de ataque. "Descobri que tinha capacidade para armar e lançar jogadas. O Oto Glória, a quem tenho muita admiração, me ajudou muito", revela Dinamite.

Começa história de amor com o Vasco - A partir de então, começou sua longa história de amor com a torcida. O centroavante atuou pelo time profissional do Vasco de 1971 a 1980, quando se transferiu para o Barcelona, da Espanha, numa negociação que envolveu muito dinheiro. Voltou ao clube três meses depois, onde ficou até 89, antes de ser negociado com a Portuguesa. Seis meses depois, lá estava Dinamite, novamente no Vasco, para em 93 encerrar sua carreira.

Alto e forte, Dinamite usava com muita inteligência seu corpo e dificilmente perdia a bola para um adversário, tornando-se um grande perigo na área inimiga. Ele conseguiu a média de 36 gols por temporada nos 22 anos de carreira - disputou 1.108 partidas. Seu melhor ano foi em 81, quando deixou por 62 vezes a sua marca, superando o recorde de Zico, o maior ídolo da torcida do rival, o Flamengo, que havia feito 45.

Suas principais características dentro de campo eram o oportunismo, a competência e a sorte. Sabia cobrar faltas como poucos, além de desenvolver, ao longo de sua carreira, a capacidade de chutar com as duas pernas.

Participou da conquista de cinco estaduais - 77, 82, 87, 88 e 92. Em 74, conquistou o título de campeão brasileiro batendo o Cruzeiro na final por 2 a 1. Apesar de não ter marcado na decisão, Roberto Dinamite foi o artilheiro da competição com 16 gols e maior responsável pelo inédito título.

Frustração em Barcelona - Em 1980, muito assediado por clubes europeus, o Vasco não pôde evitar a transferência de seu melhor atleta para o poderoso Barcelona, da Espanha. O brasileiro substituiria um atacante austríaco que, por ter brigado com o treinador, foi dispensado.

Porém, a passagem de Dinamite pelo clube catalão foi péssima. Muito cobrado pela torcida, insatisfeita com a campanha no Campeonato Espanhol do mesmo ano, o centroavante não reeditava suas boas apresentações e não contava com a mesma sorte de antes. Três meses depois de deixar o Rio de Janeiro, tendo marcado apenas três gols na Espanha, Dinamite voltava à Cidade Maravilhosa e para os braços da torcida, que lotou São Januário para saudá-lo.

Toda a saudade dos gols e dos gritos dos vascaínos o ovacionando foram supridos logo em sua partida de volta, quando enfrentou o Corinthians. Dinamite marcou os cinco gols no massacre sobre o time paulista, que só conseguiu fazer dois. Era a volta do matador.

Dinamite vira estrela na Lusa - Já em final de carreira, Roberto Dinamite recebeu convite para jogar pela Portuguesa. O jogador aceitou o desafio e participou do Campeonato Brasileiro de 1989 pela equipe do Canindé.

Treinado por Antônio Lopes, Dinamite transformou-se rapidamente na grande estrela da Lusa. O atacante marcou nove gols nos seis meses em São Paulo, que o ajudaram a atingir a histórica marca de 190 gols em torneios nacionais, tornando-se o maior artilheiro da competição.

A campanha da Portuguesa acabou sendo boa e a sétima colocação com 20 pontos, seis a menos que o campeão Vasco, fez com que a diretoria tentasse a renovação com Dinamite. Em vão. O artilheiro mais uma vez voltava ao Vasco.

Alegrias e tristezas com a canarinha - A seleção brasileira reservou grandes alegrias e decepções a Dinamite. Convocado pela primeira vez em 1975, o atacante esteve presente nas Copas do Mundo de 78 e 82, e fez, vestindo a camisa canarinha, o gol mais marcante de sua carreira. "Estava esquecido por toda a imprensa e torcida há mais de 20 dias. Mas, com o gol que fiz contra a Áustria, voltei a ser aclamado como ídolo do povo brasileiro de um dia para o outro. Foi sensacional", confessa.

No entanto, o matador teve seus momentos de desprazer. "A maior tristeza na minha carreira foi a maneira como fomos desclassificados do Mundial de 78, na Argentina. Estávamos invictos, mas fomos eliminados com a derrota do Peru por 6 a 0 para a Argentina".

Em 82, Roberto Dinamite foi convocado em cima da hora para disputar o Mundial da Espanha devido à contusão de Careca. Porém sua participação ficou restrita aos treinamentos, já que o técnico Telê Santana não o colocou em partida alguma.

Fonte: www.gazetaesportiva.net 

Jornalista autor do artigo: Jorge Nicola , especial para Gazeta Esportiva Net

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